O que aprendo com Jonas

Você conhece a história de Jonas, o profeta que fugiu de Deus? Pois é, ele me ajuda a entender um pouco melhor como Deus cumpre o seu propósito. (Leia a história de Jonas)

Eu amo a ideia de ser parte do propósito de Deus (Is 46:10). Saber que Ele pensou em todos os meus dias antes que eu fosse formada no ventre da minha mãe me faz sentir segura e amada (Sl 139:16). É bom saber que ele planejou tudo e que nada está fora do seu alcance.

Deus tinha um propósito de salvar Nínive. Para cumprir este propósito ele escolheu Jonas, porque ele sempre usa uma pessoa para cumprir a sua vontade, mesmo que esta pessoa seja de uma terra distante. (Is 46:11). Além disso ele tem um tempo para cumpri-lo (Ec 3:1).

Bem, Jonas conhecia a Deus. Ele sabia que o Senhor é rico em misericórdia e que usaria de bondade para com aquela cidade mediante seu arrependimento. Jonas não gostou da ideia de anunciar destruição e depois ter sua mensagem anulada. E foi por esta razão que ele tentou fugir.

Porém, o que Deus tinha a intenção de fazer ele fez. No seu tempo, usando a pessoa que escolheu e executando o plano que estabeleceu. Jonas poderia ter feito uma viagem mais tranquila e sem colocar a vida de terceiros em risco. Ele não precisava ter colocado sua identidade em xeque. Ele era hebreu um profeta a serviço de Deus.

Podemos aprender com ele que Deus tem um propósito, que ele usará uma pessoa para cumpri-lo e o fará dentro de um tempo estabelecido. Ele cumprirá sua vontade e o seu plano. Para tanto ele nos chama para viver uma vida com propósito e nos dá a liberdade de desenvolver os nossos talentos e nos permite ter desejos.

O que precisamos fazer é entender quem somos, qual é a nossa origem, quais são as nossas habilidades o que nos motiva e para onde estamos indo. Com isto em mente podemos viver uma vida produtiva, realizada, feliz e que abençoa todo o nosso entorno. Jonas aprendeu com o seu próprio erro mas, nós podemos aprender apenas o observando.

Daphnne R. Souza

Fake or True?

De acordo com a Serasa, a cada 15 segundos alguém tenta cometer uma fraude usando documentos falsos no Brasil. Segundo estimativas oficiais, circulam mais de 16 milhões de carteiras de identidade (RG) falsas no país.

Agora, imagine a decepção de um vendedor aplicado, ao realizar uma venda no crediário, descobrindo que aquele sorridente cliente na verdade não era quem dizia ser, e que a venda, muito provavelmente transformou-se num golpe sujo e prejuízo!

Quando penso em identidade, que nada mais é do que características que nos distinguem dos demais, penso que como apostólica preciso ter coerência entre o que digo ser e o que de fato sou.

O apóstolo Paulo, em Hebreus 12:1, nos lembra de algo muito importante: estamos rodeados de uma grande nuvem de testemunhas. Pessoas que observam nosso discurso e nossas ações baseados naquilo que conhecem sobre o que é ser cristão.

Fazemos parte de uma privilegiada igreja em que seus membros são facilmente reconhecidos como evangélicos. Acho muito interessante a forma como conhecemos novas pessoas. Assim como é costumeiro tecer comentários sobre o tempo para quebrar o gelo de uma primeira conversa (Como está quente hoje! Como está frio hoje! Será que vai chover?), é costumeiro ouvirmos a pergunta: De que igreja você é? Não perguntam se somos crentes, pois nosso exterior denuncia parte da nossa identidade apostólica.

Que segurança isso nos traz. Nos faz crer que as palavras de Mateus 5, versos 14 a 16, estão sendo cumpridas na nossa vida cristã: estamos, de fato, deixando a luz de Deus brilhar através de nós!

A questão é: e a convivência conosco? O que ela revela de nós? Nas horas de estresse, no tempo livre, nos negócios, nos apertos, continuamos trazendo conosco as características de uma identidade verdadeiramente apostólica ou revelamos uma falsa identidade?

Nesses tempos de muito ter e pouco ser não podemos cair no erro de uma aparência original, mas essência pirata! O mundo precisa de nós em nossa total originalidade cristã. Precisam ver que o Deus que nós pregamos não nos transforma apenas por fora, mas essencialmente por dentro. Ou seja, o que meu exterior anuncia a meu respeito, é apenas o reflexo do que sou em meu interior.

Preciso trazer em mim um coração que sabe amar (Jo 13:35), perdoar (Lc 17:3-4), obedecer às Escrituras (Jo 8:31), honrar meus compromissos (I Tm 1:19), não me deixar moldar pelo modismo deste mundo (Tg 4:4), ter prazer na verdade (Mt 5:37).

Que o mundo, ao nos conhecer, conheçam um verdadeiro cristão, um autêntico apostólico, com selo de qualidade e garantia do fabricante!

Michelle Alvear